Candidatos questionam testes de atletas para ingressar na Polícia Civil

A exigência de duas modalidades de salto (em altura e em distância) no TAF (Teste de Aptidão Física) do concurso para delegado e agente da Polícia Civil é considerada para alguns candidatos abusiva. As provas fazem parte da seleção para as polícias de outros Estados, mas também geram polêmica e motivaram ações judiciais fora de Mato Grosso do Sul.

“Eu queria entender o porquê de colocar isso no edital. Será que a Polícia Civil vai competir nos Jogos Olímpicos?”, questiona o pai de uma das candidatas.

Sargento do Exército com 20 anos de carreira, o entrevistado, que pediu para ter o nome preservado, diz que tem outros familiares inscritos e que todos fizeram os mesmos questionamentos. “Isso não faz parte nem do treinamento físico militar e nem a PM (Polícia Militar) exige em concurso. É um abuso porque estas modalidades dependem de muito treino”.

Realmente, os dois tipos de salto são modalidades olímpicas de atletismo e o edital do último concurso para ingresso na PM de Mato Grosso do Sul, realizado em 2007, só exigia corrida, flexões, desempenho na barra e abdominais.

Contudo, o delegado-geral Marcelo Vargas explica que não é de hoje que a exigência existe. “Não faço parte da comissão organizadora que redigiu o edital, mas sei que saltos no TAF sempre foram pedidos. Fiz o concurso em 1990 e passei por estas provas e depois fiz um concurso para a Polícia Federal em 1996 que também exigiu”.

O comandante da Polícia Civil defende que agentes e delegados precisam ter vigor físico. “Numa perseguição a pé, o agente precisa pular obstáculos e os testes servem para medir essa capacidade”, explica.


Fonte: Campograndenews

Recomende nosso site

Ouça ao Vivo